“tsunami” de Covid-19 na Índia.

O primeiro-ministro Narendra Modi disse que o país está abalado pela “tempestade”. A Suprema Corte de Delhi, uma das cinco do país, usou a palavra “tsunami”. E avisou que se alguém for culpado de comprometer a distribuição de oxigênio, “nós vamos enforcar esse homem”.

Mulher recebe oxigênio dentro de carro enquanto espera por tratamento para Covid-19 em hospital de Ahmedabad, na Índia, nesta segunda-feira (26) — Foto: Amit Dave/Reuters

Cinco dias, cinco tristes recordes: a Índia  registrou 352.991 casos de  Covid-19 nesta segunda-feira (26) e voltou a bater, pelo 5º dia seguido, a marca de maior número diário de infectados do mundo:

  • 22, quinta: 314 mil
  • 23, sexta: 332 mil
  • 24, sábado: 346 mil
  • 25, domingo: 349 mil
  • 26, segunda: 352 mil

Até então, só os Estados Unidos tinham  superado a marca de 300 mil novos casos por dia — e apenas uma única vez, em 2 de janeiro.

Foram mais de 1 milhão de novos infectados nos últimos 3 dias, e o país foi responsável por 48% de todos os casos do mundo nas últimas 24 horas, segundo dados do projeto do “Our World in Data”.

Enquanto a Índia sofre com esse surto – semelhante ao que o Brasil passou e ainda passa -, China, Estados Unidos, grande parte da Europa Ocidental e partes da África e sudeste da Ásia registraram mortes em declínio nas duas semanas anteriores a 25 de abril.

Alguns países estão suspendendo as restrições de circulação – a União Europeia até sugeriu autorizar que os americanos vacinados possam viajar para a Europa neste verão.

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